Quem conta um conto....

"Eu queria escrever luxuoso. Usar palavras que rebrilhaassem molhadas e fossem peregrinas. Às vezes solenes em púrpura, às vezes abismais esmeraldas, às vezes leves na mais fina seda macia." - Clarice Lispector

"Você… Qual o sentido da sua vida? Por que você escolheu a calça branca em vez da preta? Por que você odeia chuva e ama sol? Por que você gosta de humanas e detesta as exatas? Por que o dia vira noite e eu não consigo entender o motivo das coisas? Elas possuem mesmo um motivo? Quando tudo começou? Qual o início de tudo? Como saber onde começa se não sei o que veio antes do começo? Prólogo? Prefácio? Talvez… mas se o prólogo vem antes do primeiro capítulo, o epílogo então não é o fim. Mas o que vem depois dele. E existe algo além quando tudo termina? Depois do final, existe ainda uma folha, isso significa que não está perdido. Que há esperança. É aí que eu vejo que ainda tenho esperanças. Mas é no meio que tudo acontece, é no meio que os momentos são mais preciosos, é no meio que eu construo minha vida apesar das pedras e dos antagonistas. Porque nesse mundo de realidade misturada com ficção, ninguém é coadjuvante. Todos são protagonistas em cada fase da história. Coadjuvante é aquela pessoa que passou por mim na rua e não me cumprimentou. Mesmo aquele que me deu bom dia, durante dois segundos ele foi o personagem principal da minha vida. Então, será que somos todos personagens brincando em um mundo de fictício? Não sei, mas te prometo uma coisa, no dia em que descobrir, eu te conto."

— Carolina Michels

"As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se pode ver nem tocar. Elas devem ser sentidas com o coração. Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam, e do caos nascem as estrelas. Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais."

Charles Chaplin.  (via manuscritto)

"Disse que ia dormir. Fui para a cama com um punhado de livros, uma xícara de chá, e alguns cigarros. Eu queria alguém ali que pudesse ler para mim, alguém que dividisse o chá comigo, ou alguém para me dizer. “Não fume.” Me acostumei com aquelas noites. Com a falta daquele alguém. Alguns vazios tornam-se parte de nós."

Orquestrando.   (via manuscritto)

"Sou um livro gigante, cheio de folhas escritas com palavras tortas, meio rabiscado, cheio de erros e cansativo demais para ser lido até o fim."

Fernanda Gomes. (via inverbos)

"Está meio raro encontrar alguém com sentimentos. Sentimentos, que podem ser compartilhados, não apenas em uma noite, ou uma semana ou alguns meses, mas para toda uma vida. Sabe, aquilo de deitar no peito da pessoa enquanto ela mexe no seu cabelo até você dormir e quando acordar, a pessoa ainda estar lá, deitada com você. E quando você deitar na cama acompanhado, e acordar no outro lado, sem ninguém, não porque a pessoa foi embora, mas sim porque ela foi fazer algo para o café. Pequenos gestos que andam perdidos me fariam tão bem. Uma mensagem de “chegou bem em casa?”, ou um simples “te cuida, dorme bem e sonha comigo”. Eu quase não me lembro mais do gosto disso. Quase não sinto mais o calor de um abraço no meio da noite, ou cochichos dopados pelo sono revelando o quanto você é especial. Não quero ser só mais um “alguém” na vida das pessoas, da mesma forma que não quero só mais um “alguém” na minha vida. Quero ser aquela pessoa que faz tão bem, e não te deixa dormir de noite. Quero fazer falta, não por abandono, mas por chegar cinco minutos atrasado em um encontro. É pedir demais ocupar o coração de alguém que ocupe o meu também?"

A culpa é mesmo das estrelas?   (via inverbos)

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